# A boa embalagem é a que captura a essência da marca
Publicado por globulo em 26 de novembro de 2008Na visão da Nestlé, o poder da embalagem está em ser o diferenciador final. “É ela que promete o produto, entrega seu sabor, mas antes de tudo cativa o consumidor”, define Anne Roulin, global head de embalagem e design da multinacional. A empresa considera também que as tendências são globais e que a diferença está na velocidade de adoção das mesmas nas diversas regiões do planeta.
Na gigante de alimentos, o assunto sustentabilidade também está na pauta do dia. Segundo Roulin, uma ferramenta importante nesse “processo sustentável” é o uso do design responsável, ou seja, um design que considere a redução de fonte, o uso de materiais reciclados e renováveis, e o uso sistemático do ecodesign. “Apenas funcionalidade e conveniência na embalagem não são suficientes; é preciso envolver o consumidor”. Assim como é preciso ter em mente que a produção de alimentos tem um grande impacto na natureza, bem como o seu desperdício.
A especialista defende ainda que o design está relacionado a todos os aspectos do produto/embalagem: desde a compra e seleção do item no ponto-de-venda, passando pela abertura e acesso ao produto, estilo de vida do consumidor, transporte e armazenagem, preparo e consumo.
E como desenvolver uma embalagem que envolva o consumidor e vá contra as estatísticas de que cerca de 85% dos novos produtos falham já no lançamento? A saída para este dilema na Nestlé foi a criação de um Network de Design Industrial que utiliza diversas ferramentas de inovação. Entre os exemplos de sucesso desse time, ela cita o pote para o sorvete Mövenpick que aumentou as vendas em 30%; a embalagem da água saborizada Vittel com os personagens Vitalitos; o formato icônico com a cabeça do gênio do leite fermentado Chamyto que tem o mesmo peso da embalagem tradicional, mas representa uma quebra de paradigmas; e a lata expandida do Nescau em pó.
“De fato o poder de todas estas embalagens está na captura da essência da marca”, explica Roulin. E aconselha que as empresas não olhem apenas os custos, mas as necessidades do consumidor.
Fonte: ABRE
Agora te pergunto: Qual é a essência da SUA MARCA?

