# Mídias Sociais em resultados e replicações
Publicado por Alex Lima em 17 de março de 2010Primeiro – Mídias Sociais em resultados
por Bruno Scartozzoni em 16 de Março de 2010
Sou um entusiasta das mídias sociais? Com certeza.
Desconfio das mídias sociais? Também.
Sei do que uma simples conta bem gerenciada no Twitter é capaz de fazer por uma empresa, um político ou até mesmo um profissional liberal pois já vi com os meus próprios olhos coisas bacanas acontecerem nesse sentido.
Ainda assim, desconfio de qualquer discurso capaz de causar tamanha histeria e gerar tantos defensores da causa. O poder de aglutinar tanta gente em torno de algo nem sempre é uma coisa boa, vê-se o que aconteceu na Alemanha em 1939.
Antes que alguém grite aí, deixo claro que não estou comparando mídias sociais com nazismo. Se fosse assim seria nazista, já que trabalho com isso. O que estou dizendo é que me assusta ver como muita gente enxerga mídias sociais como uma grandepanacéia, ou seja, algo que vai salvar o mundo de todos os males, ainda que não se saiba exatamente como e quando.
Por isso acho legal quando alguém tenta traduzir mídias sociais em números. Pode ser um pouco cartesiano demais para quem está esperando pela Era de Aquário 2.0, mas pelo menos ajuda a gente a manter o pé no chão e discernir o que é real do que é pura enrolação.
Segundo – ROI em Mídias Sociais
POR MARIANA OLIVEIRA
Quando a @missmoura twittou esse vídeo, fiquei curiosa pra assisti-lo. Ainda que a cada dia surjam diversos vídeos e animações com estatísticas sobre Social Media, é difícil ver a palavra ROI (Return On Investment) associada a eles. Isso porque mensuração é um eterno pisar em ovos quando falamos de mídias sociais: alguns garantem a fórmula, com dados e relações precisas; outros desmentem todas, argumentando que relacionamento é algo intangível e subjetivo. Ou seja, que não é pelo número de RTs ou de “Like” no Facebook que conseguiremos medir o quanto o consumidor está engajado em uma campanha ou com uma marca.
Como as ações de marketing em mídia social têm (relativamente) poucos anos de vida, o terreno ainda não é dos mais fáceis. Ainda que algumas iniciativas bem planejadas se tornem cases de sucesso como estes do vídeo (Ford, Dell, Burger King, Obama), existem muitos cases #fail no meio do caminho (não tão divulgados por aí!). E neste eterno vai-e-vem de dúvidas, Erick Qualman, autor do livro Socialnomics, ainda nos questiona: “Porque estamos tentando medir social media como se fosse qualquer canal tradicional?”
Terceiro – Nosso comentário
Agora minha simples pergunta: Se um conteúdo começa a ser divulgado, repassado, re-transmitido e defendido dessa maneira, você conseguiria, de fato, medir o retorno da forma que tradicionalmente enxergamos? E em até que ponto este retorno é verdadeiro enquanto não temos reais parâmetros.
Lembram do caso de uma rede de lojas de eletrodomésticos que enganaram a galera do twitter prometendo TVs para seguidores ficarem de madrugada no site? Qual foi o retorno daquela ação?
Olhando acesso, tempo de permanência em site, número de RTs, o profissional que criou aquela estratégia poderia ser promovido na hora. Mas creio que se olharmos focando para retorno de imagem, experiência, fidelização e relacionamento transparente e verdadeiro, este cara tinha a obrigação de pedir pra sair (antes que alguém desse um belo pé na bunda do infeliz).
Enfim, concordo que estamos caminhando neste assunto, acho que o retorno ainda é quase intangível e há uma certa euforia envolvida. Mas não vejo este bicho de sete cabeças, pois as bases continuam as mesmas, apenas as ferramentas mudaram.
Transparência, relacionamento, experiência positiva, interação, prestação de um bom serviço, isso existe desde sempre e é isso que um cliente procura (ou espera, no mínimo) num processo de compra, independente da ferramenta utilizada pra comunicação.
E cada dia mais ferramentas como essas devem ser utilizadas (graças a Deus)! A grande prova disso é exatamente este post, onde achei no twitter, entrei no blog, vi de onde o Bruno tinha tirado a referência, vi que a Mariana tinha postado, li seus comentários e gerou, sim, algo positivo e sabe-se lá onde vai parar.
Agora me diz, como medir isso? Volto a dizer: precisamos ver novas formas de enxergar o que é REALMENTE retorno, isso que mudou. As ferramentas apenas se adaptaram a esta mudança…
Obrigado por usar um post nosso. Os artigos da @marianarrpp são muito bons :-)
@idegasperi